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O primeiro show de rock a gente nunca esquece

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Então ficou confirmado de que, depois do show em São Paulo, Paul McCartney voltaria novamente ao Brasil, desta vez no Rio de Janeiro. E ficou decidido que a gente levaria Carolina para assistir o ex-Beatle.  
Eu e meu marido ainda guardavamos na memória a lembrança do último show dele na cidade, nos anos 90, quando ainda nem nos conhecíamos. Era uma boa oportunidade de mostrar à pequena que o mundo musical não se resumia à Justin Bieber e Lady Gaga. E arriscamos o investimento.  Convite comprado, ainda tivemos que ouvir o comentário: "Eu preferia ver o show do Mc Fly". 

Respiramos fundo e tivemos mais certeza de que chegara a hora de acabar com aquela democracia de ouvir o que quisesse. Muito embora, ela já venha melhorando esse gosto musical, ouvindo Beatles e vendo o seriado Glee, que ajuda muito nesse sentido.  Como cada episódio é recheado com clássicos de rock, pop e R&B, acaba que a pequena vai tomando um pouco mais de contato e abrindo seus horizontes musicais.

Mas voltando ao show, organizamos nossa caravana, "o bonde do Paul", com outros amigos, igualmente com filhos da mesma idade.  Alugamos uma van e partimos rumo ao Engenhão,  para uma noite com Sir Paul. 

Mesmo com a experiência de ter trabalhado anos em gravadora e, portanto, acostumada a grandes espetáculo, é sempre uma emoção quando você entra num estádio para assistir a um show de um artista que você gosta.  Agora, imagine esse efeito nas crianças.  Tudo era novidade e mesmo a espera - fomos de arquibancada e chegamos duas horas antes - foi divertida.

Eis que o ex-Beatle aparece, aos primeiros acordes de Magical Mistery Tour e as crianças enlouquecem. Carolina olhava encantada, observando em volta a reação das pessoas e, inclusive, a de seus próprios pais, cantando e igualmente encantados.  E embora soubesse que Paul Mc Cartney fosse dos Fab4, ela, inocentemente, pergunta ao pai de uma amiguinha: "mas ele vai cantar alguma música dos Beatles?"

Ao se certificar, a pequena deita, rola, canta, dança e curte horrores.  E, ao chegar em casa, exausta, agradece por nossa insistência em levá-la.  "Mãe, foi uma noite mágica. Adorei"

Isso é como Mastercard. E não tem preço.  Aliás, até tem, mas vai ser pago em suaves parcelas.